Resumos de pôsteres aprovados

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE DO PREMATURO COM PARALISIA CEREBRAL: RELATO DE CASO

Autores: Joelza Mesquita Andrade Pires, Ana Laura Gehlen Walcher, Franciele da Silva Conter, Leonardo Paludo e Sabrina Fátima Krindges.

INTRODUÇÃO

A estimulação precoce é fundamental para o prematuro, permitindo-o experenciar o desenvolvimento infantil típico. A estimulação deve ser executada não só pela equipe multidisciplinar, mas também pela família, por esta estimular constantemente na própria residência, onde a criança passa a maioria do tempo.

RELATO DE CASO

M.P nasceu na 27º semana de gestação, pesando 755g. Passou, quando internada, por PCR, sepse, AVC hemorrágico e outras complicações. Teve alta aos 89 dias diagnosticada com Paralisia Cerebral de grau 3. Evoluiu com hemiparesia direita e aos 15 meses recebeu diagnóstico de deficiência motora grave, iniciando tratamento em centro de estimulação precoce com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicóloga, fonoaudióloga e neurologista. Os pais sempre estiveram confiantes na recuperação da filha. Incluíam M.P. em todas as atividades de estimulação que lhes eram propostas – em particular o Método Bobath -, eram presentes nas sessões, além de praticarem os exercícios em domicílio. Para a equipe que acompanha M.P., a presença ativa dos pais foi fundamental para que hoje M.P tenha o caso de paralisia cerebral mais leve que já viram.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estímulo familiar é fundamental no aprimoramento da motricidade, pois impacta na melhora da autoestima, independência, confiança e motivação para evoluir com o tratamento.

Palavras-chave: prematuridade; família; estimulação precoce.

Contato: Ana Laura Gehlen Walcher

analaurawalcher@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DOENÇA DE KAWASAKI EM CRIANÇA DE 5 ANOS: RELATO DE CASO

Autores: Júlia Borghetti, Barbara Leciane Gois, Laís Cristina Rizzo Scortegagna, Maura Helena Braun Dalla Zen, Samônia Calgaro Souza, Thiago Francisco Ávila Toledo, Cristiano do Amaral de Leon

INTRODUÇÃO

Doença de Kawasaki é uma doença febril aguda da infância que pode passar despercebida ou é confundida com patologias corriqueiras. Em 80% dos casos acomete crianças de até cinco anos, que são manejadas com uso de imunoglobulina intravenosa e ácido acetilsalicílico, a fim de evitar possíveis complicações cardiovasculares.

RELATO DE CASO

Paciente M.M.M., masculino, cinco anos, internou com febre, prurido e exantema em tronco há seis dias. Refere mialgias, inapetência e massa em região cervical. Ao exame físico apresentou-se febril, fáscies álgica, hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa, lábios hiperemiados com descamação e fissuras, língua em “framboesa”, linfonodomegalia cervical bilateral dolorosa em cadeias posteriores, exantema maculopapular em tronco anterior, linfonodos inguinais palpáveis. Tratou com ácido acetilsalicílico em dose anti-inflamatória e infusão intravenosa de imunoglobulina. Manteve-se afebril 24 horas após infusão, recebendo alta 5 dias após internação sob uso de ácido acetilsalicílico em dose antiagregante plaquetária.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Doença de Kawasaki pode causar extensas vasculites em artérias de médio e de grande porte. Nesses casos, a probabilidade de sequelas cardíacas que resultem em infarto agudo do miocárdio ou morte súbita é maior. Portanto, é imprescindível que o tratamento seja instituído de forma precoce e adequada a fim de reduzir os casos de complicações provenientes da doença.

Palavras-chave: Kawasaki; vasculite; Síndrome do linfonodo mucocutâneo

Contato: Júlia Borghetti

ju.borghetti@gmail.com

Universidade Luterana do Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A RELAÇÃO ENTRE PARASITOSES CANINAS E CRIANÇAS NO AMBIENTE DOMÉSTICO

Autores: Rômulo Jesus Alves, Gabrielle Tereza Lyra, Antônio Cândido Paiva Figueiredo dos Santos, Ignozy D. Jornada

INTRODUÇÃO

Os benefícios da convivência entre caninos e humanos são inestimáveis, melhorando as condições biopsicossociais de crianças, inclusive os bebês. No entanto, o estreito contato entre essas duas espécies impõem a necessidade de atenção aos cuidados da saúde dos caninos. Assim, a manutenção salutar desses animais é preponderante, já que constituem uma importante fonte de risco para à saúde humana, transmitindo agentes nocivos.

METODOLOGIA

Foi realizado uma revisão bibliográfica nas bases de pesquisa scielo, lilacs e pubmed, com os termos parasitoses, infantil, caninos. Revisão bibliográfica: dentre as parasitoses em caninos, as espécies mais prevalentes são Ancylostoma spp.; Toxocara spp e Trichuris spp, que causam necatoríase, toxocaríase e tricuríase, respectivamente. Essas espécies são potencialmente patogênicas, levando a doenças comuns na infância, principalmente pela transmissão fecal-oral. As manifestações clínicas frequentes são diarreia, febre e náuseas. Para prevenção, existem várias medidas que dificultam a propagação de doenças, muitas vinculadas a higienização, sendo o descarte adequado das fezes caninas (bons hábitos sanitários) e higiene frequente dos bebês, atitudes essenciais. Ainda, é necessário administrar antiparasitários aos animais.

CONCLUSÃO

Logo, a convivência de crianças e caninos é benéfica, devendo ser estimulada. Porém, é indubitável que medidas preventivas devem ser tomadas, para evitar a transmissão de zoonoses.

Palavras Chaves: parasitoses, infância, caninos;

Contato: Rômulo Alves

romuloalvesj@gmail.com

Universidade Luterana do Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA DA ULBRA AVALIAM AS OFICINAS: “SEXUALIDADE, GRAVIDEZ E DROGADIÇÃO”.

 

Autores: Ana Paula Diogo, Marina Kunzler, Carmen Nudelmann

 

INTRODUÇÃO

 

Estas oficinas tomam parte de um projeto de extensão multidisciplinar da ULBRA. A incidência de gravidez na adolescência, o uso de drogas, são questões de saúde pública, surgindo como necessidade a discussão e orientação aos adolescentes.

 

OBJETIVO

Relatar como os adolescentes avaliaram as oficinas.

 

METODOLOGIA

 

Estudo descritivo, utilizando questionário para coleta de dados. As oficinas foram ministradas por acadêmicos do curso de Medicina da ULBRA, previamente capacitados, turmas do 8º, 9º ano do ensino fundamental da escola Paz. Os temas, gravidez, sexualidade e drogadição foram brevemente desenvolvidos pelos acadêmicos. Foi estimulado o diálogo mediante questionamentos, colocações verbais ou escritas aos estudantes de medicina. Ao final, responderam questionário, registrando sua opinião.

 

RESULTADOS

 

Participaram 46 adolescentes, 52,1% classificou o encontro como “Muito bom”; 43,4% “Bom”; 4,3% “Sem opinião”; 93,47% gostariam de repetir.

 

CONCLUSÃO

 

A maioria ficou satisfeita com as oficinas. Esta aceitação reflete a necessidade de saciar suas dúvidas e curiosidades sobre um assunto considerado tabu em nossa sociedade. O diálogo com os acadêmicos oferece conhecimento e, comtemplaria, como fator preventivo, uma parte do complexo multifatorial que interfere na gestação adolescente. A experiência tem mostrado que a pouca diferença de idade entre os adolescentes e acadêmicos de medicina é facilitador na comunicação entre eles.

 

Palavras-chave: adolescência, sexualidade, gestação, drogadição

 

Contato: Ana Paula da Costa Diogo

anapauladiogo1@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

A ERA DIGITAL E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO

Autores: Andreia Farias; Alexandre R. Farret Junior; Mariana Menegon de Souza; Cristian Koch Weber; Juliane Borchart; Katia Pires.

INTRODUÇÃO

A inovação tecnológica transforma os modos de relacionamento das crianças. É irrefutável a interação pessoal-social para o desenvolvimento da linguagem e habilidades motoras [1].

RELATO DE CASO

A.S.S., feminino, 21 meses, natural de Canoas. Após visita domiciliar (VD) na disciplina de Ciclo da Vida, foi constatado que a família mantinha a televisão ligada o dia todo e que a criança usava um tablet para entretenimento. Visto isso, destaca-se a relação do uso excessivo de mídias com o sobrepeso da paciente [2], queixas de dificuldade para dormir e despertares noturnos [3]. Considerando os marcos de desenvolvimento esperados, a criança não demonstrava interesse por outros brinquedos além do tablet, sabia um baixo número de palavras e apresentava mau comportamento social [4]. Como conduta, foi estimulado que as refeições fossem feitas na mesa com a televisão desligada, fosse reduzido o tempo de uso do tablet e que o uso seja feito com supervisão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As telas fazem parte do mundo infantil; entretanto, estudos mostram que é necessário um controle sobre o uso de mídias em crianças devido à associação com obesidade, distúrbios no sono e atraso no desenvolvimento [5]. Portanto, o médico deve interferir e educar seus pacientes sobre sua saúde.

 

Palavras-chave: tecnologia, desenvolvimento, linguagem, mídias, interação social

 

Contato: Andreia Farias

andreia.i862@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO DE ASMÁTICOS CONTRA O VÍRUS H1N1: UM RELATO DE CASO

 

Autores: Juliana Ormond, Ana Luiza Straatmann Retzke, Adriane Schio Pagliarini , Luana Goulart Marin, Raul Uhmann Hilbig, , Eloiza Sausen

 

INTRODUÇÃO

 

O vírus influenza A H1N1, infecta as células do nariz, boca e garganta, sendo transmitido de pessoa para pessoa. .Pacientes asmáticos são um grupo de risco, pois podem complicar na presença do vírus.

 

RELATO DE CASO

 

ABC, feminino, 5 anos, 16 Kg, transferida ao hospital com diagnóstico de asma grave, ao chegar já estava em ventilação mecânica (VM) com tubo orotraqueal (TOT). Foram realizado exame laboratoriais que apresentaram H1N1 positivo e leucócitos aumentados. Na ausculta pulmonar apresentou murmúrios vesiculares uniformemente distribuídos (MVUD) redes com sibilos importantes bilaterais. Raio X de chegada com pneumomediastino, infiltrado grosseiro peri-hilar à D e atelectasia completa do lobo superior D.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Em 2009, a vacina contra o vírus influenza A H1N1 começou a ser aplicada nos grupos de risco no Brasil, visando reduzir a morbimortalidade. A asma é a doença crônica respiratória mais comum na infância e segundo Chung et al.(1998), as crianças com asma possuem o maior risco para complicações com o vírus influenza. Devido a essas considerações a vacina mostra-se extremamente importante para pacientes com doenças crônicas respiratórias, e em crianças, principalmente, as asmáticas devem realizar essa imunização.

 

Palavras-chave: Influenza; vírus; asma

 

Contato: Juliana Ormond

ormondju@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMPETIGO BOLHOSO E SUAS REPERCUSSÕES EM RECÉM-NASCIDOS

Autores: Juliana Ormond, Eloiza Sausen , Emanuelle Toledo Ortiz, Adriane Schio Pagliarini , Luana Goulart Marin, Ana Luiza Straatmann Retzke

INTRODUÇÃO

O impetigo bolhoso é uma infecção cutânea, altamente contagiosa caracterizada por vesículas ou bolhas flácidas em bases eritematosas que rompem com facilidade. Podem surgir no segundo ou terceiro dia de vida, comumente na região das fraldas e pregas de pele. Determinadas cepas de Staphylococcus aureus têm a capacidade de produzir uma exotoxina exfoliativa que causa o impetigo bolhoso.

RELATO DE CASO

Paciente masculino, de 10 dias de vida procurou atendimento na UPA-Canoas, com lesões eritematosas periumbilicais que se estenderam para membros inferiores, há 3 dias apresentou piora das lesões com surgimento de bolhas com secreção purulenta. Paciente afebril, hidratado, reativo, boa aceitação ao seio materno. Paciente recebeu tratamento com antibioticoterapia de Gentamicina 5mg/kg/dia e Oxaciclina 25mg/kg/dose8/8horas por 7 dias. Evoluiu com melhora clínica progressiva e regressão importante das lesões.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Geralmente, impetigo é uma doença benigna que evolui favoravelmente. No entanto, podem ocorrer complicações, como a Síndrome da pele escaldada estafilocócica, na qual as toxinas entram na circulação sistêmica, havendo potencial para o descolamento generalizado da pele. Por isso, torna-se fundamental o conhecimento dessa patologia a fim de evitá-la e, caso ocorra, instituir tratamento adequado prontamente ao diagnóstico.

Palavras-chave: Impetigo; infecção; recém- nascidos.

Contato: Juliana Ormond

ormondju@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL PARA PREVENÇÃO DE SÍFILIS CONGÊNITA EM CRIANÇAS COM MÃES PORTADORAS DE MÚLTIPLAS DSTs*

Autores: Juliana Ormond, Adriane Schio Pagliarini , Luana Goulart Marin, Ana Luiza Straatmann Retzke , Eloiza Sausen, Raul Uhmann Hilbig

INTRODUÇÃO

A Sífilis congênita é transmitida verticalmente de mãe para filho sendo causa de grande morbidade levando a desfechos negativos da gestação. A falta de acesso à assistência pré-natal é considerada como um dos principais fatores responsáveis pela persistência dos elevados índices de sífilis congênita. Isso porque, mulheres grávidas com doenças sexualmente transmissíveis., não sabendo  das doenças que as acometem, acabam transmitindo a doença para o concepto.

RELATO DE CASO

RN de JSS com laudo de teste rápido reagente para anti-HIV e VDRL. Nega tratamento prévio para Sífilis e mantém HIV controlado. A paciente foi internada no centro obstétrico com urgência e bolsa rota no ato. Nos dados maternos identifica-se *G6P1C2 (Seis gestações, um parto e duas cesáreas). com 38+6 semanas. Na sequência, houve extração do concepto único com vitalidade, sexo feminino, pesando 3855g e apgar 8/9. Nos teste sorológicos iniciais da RN houve diagnóstico para Sífilis Congênita. Os demais exames foram normais e não- reagentes não conferindo qualquer outra doença.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, uma ampla triagem diagnóstica destas infecções durante o período pré-natal possibilita condutas precoces para que a transmissão vertical seja evitada minimizando os malefícios à saúde fetal.

Palavras-chave: Sífilis; pré-natal

Contato: Juliana Ormond

ormondju@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACOMPANHAMENTO DOMICILIAR DE UM BEBÊ POR ESTUDANTES DE MEDICINA EM CANOAS

Autores: Ana Luiza Saviolli Ribeiro¹, Larisse Cristine Manfroi¹, Nathalia Fernandez de Castro¹

¹Acadêmicos de medicina da ULBRA

INTRODUÇÃO

O parto é um importante momento de transição na vida de uma mulher, podendo repercutir em diferentes planos da vida.

RELATO DE CASO

O presente trabalho de visita domiciliar foi realizado na Vila União, em Canoas, por acadêmicos de medicina, supervisionados por docentes da disciplina de ciclo da vida l. Relato do caso: tratava-se de uma família em que os pais não planejaram a gravidez, mas que tiveram todo cuidado e carinho com a criança. São dois filhos, o filho mais velho, vítima de uma intercorrência no parto, adquiriu paralisia obstétrica braquial a qual poderia ter sido evitada com alguns cuidados prévios. A patologia em questão é uma lesão que compromete o plexo braquial durante o parto e tem por causa um evento traumático no qual o recém-nascido apresenta paralisia flácida envolvendo o membro superior de forma tipicamente unilateral, segmentar ou total.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização do trabalho, foram identificadas situações cotidianas. As visitas contribuíram para aprendizado do exercício da relação médico-paciente, para melhor compreensão sobre o desenvolvimento de um bebê.

Palavras-chave: problemas no parto; macrossomia; paralisia braquial obstétrica

Contato: Larisse Cristine Manfroi

larimanfroi@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACOMPANHAMENTO DE UMA FAMÍLIA EM ESTADO DE VULNERABILIDADE BIOPSICOSSOCIAL POR ESTUDANTES DE MEDICINA EM VISITA DOMICILIAR

 

Autores: Ana Laura Gehlen Walcher e Franciele da Silva Conter

 

INTRODUÇÃO

 

Vulnerabilidade biopsicossocial relaciona-se ao precário acesso a serviços públicos, indisponibilidade de espaços de lazer, e proximidade ao tráfico de drogas, causando impacto no desenvolvimento infantil. Este trabalho objetiva apresentar e analisar o caso de uma criança nascida em situação de vulnerabilidade.

 

DESCRIÇÃO DE CASO

 

Foram realizadas visitas domiciliares a uma família composta por pai, mãe e três filhos. O paciente acompanhado foi Pedro, 27 dias, filho de Rosa, 36 anos, dona de casa, ensino fundamental incompleto, casada com João. O pai do menino tinha 47 anos, possuía ensino fundamental incompleto e era mecânico, etilista e tabagista. Os outros filhos são Lucas, quatro anos e David, dois anos. A família residia em Canoas, em terreno com três famílias, em casebre de chão batido, sem janelas, portas ou saneamento básico. No pátio havia lixo, cães e insetos. Rosa não planejou suas gestações, tampouco realizou pré-natal; referiu ainda que João era relapso em relação aos filhos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Foram realizadas intervenções quanto aos fatores de risco: co-leito, pai etilista, tabagista e negligente, rede de apoio insatisfatória, RN em aleitamento materno predominante, más condições de moradia e gestações não planejadas. As visitas favorecem um impacto positivo na família através da educação em saúde.

 

Palavras-chave: Visita Domiciliar; Família; Vulnerabilidade; Relato de Caso

 

Contato: Franciele da Silva Conter

francieleconter1@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SENTIMENTOS DESPERTADOS NA MÃE FRENTE A UM BEBÊ COM PÉ TORTO CONGÊNITO

Autores: Ana Paula Rosa Salles, Mariana Alcântara Scalcon, Antonio Moraes Salles, Kátia Pires

INTRODUÇÃO

A doença pé torto congênito (PTC) é uma síndrome de etiologia desconhecida que traz consequências emocionais para mãe, pois ela é responsável por todo o cuidado da criança.

RELATO DE CASO

As estudantes de medicina acompanharam um bebê de três meses com a PTC no Posto de Saúde 24 horas de Dois Irmãos com o médico traumatologista responsável pelo caso. Elas observaram o tratamento conservador com bota gessada, que é trocada semanalmente, mas que não teve resultado satisfatório. Por isso, o bebê espera a idade adequada para fazer a correção cirúrgica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A relação mãe-bebê com PTC fica vulnerável, pois quebra a expectativa feita pela mãe de um bebê previamente idealizado. É importante que haja aceitação incondicional do filho com deficiência, pois é na família que o bebê vivência as suas primeiras relações interpessoais.

Palavras-chaves: relação mãe-bebê; pé torto congênito; sentimentos maternos

Contato: Ana Paula Rosa Salles

anarsalles@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CETOACIDOSE DIABÉTICA NA INFÂNCIA

Autores: Edson Junior Depieri¹; Juliana de Oliveira Figueiró¹, Kauana Lindemann Wallauer¹, Patrícia Vicenzi¹, Fernanda Scarpa², Luciane Cunha³,

¹Acadêmicos de Medicina da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) do sétimo semestre.

²Pediatra intensivista, Professora adjunta do curso de medicina da ULBRA e rotineira do serviço de pediatria do Hospital Universitário ULBRA.

³Pediatra intensivista e chefe da UTI pediátrica do Hospital Universitário ULBRA Canoas.

INTRODUÇÃO

Cetoacidose diabética (CAD) ocorre quando há acidose metabólica com um pH arterial abaixo de 7,3 ou um bicarbonato plasmático abaixo de 15mEq/dl, e um aumento inapropriado na concentração de corpos cetônicos no sangue e urina. A glicemia pode estar alterada, ou normal. Uma das complicações é o edema cerebral, responsável por 30% das mortes, com prevalência em crianças menores de 5 anos, de etiologia desconhecida.

RELATO DE CASO

I.S.M.J, 6 anos, feminina, consulta por vômito, dor abdominal, taquipneia sendo observado hálito cetônico e diminuição do sensório. Laboratorial: gasometria:PH:6,96/PCO2:16/PO2:174/HCO3:4/CO2total:4/eb-27/glicemia:628. Feito diagnóstico de CAD, prescrito expansão com soro fisiológico e insulinoterapia EV contínua. Transferida para UTIPed do HU canoas chegando com glasgow 11, glicemia:254,gasmoetria:PH:7/PO2:159/PCO2:10/HCO3:3, glicosuria+++/cetonuria+++.Mantido tratamento inicial. Evoluiu para glasgow 3, oliguria, hipocalemia com repercussão em ECG. Intubada, iniciado vasopressor, solução hipertônicaNaCl3%, correção de potássio, mantido insulinoterapia e soro glicosado sendo confirmado diagnóstico de edema cerabral por tomografia. Paciente evouliu com morte cerebral em 72h de internação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É fundamental no tratamento da CAD o uso correto de hidratação venosa e insulinoterapia para evitar complicações. Reavaliações do estado clínico devem ser frequentes, especialmente do estado de consciência, para detectar precocemente qualquer piora ou complicações, como edema cerebral, e instituir medidas necessárias imediatamente.

Palavras-chaves: cetoacidose diabética, infância

Contato:

 

 

 

 

 

 

REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM LACTENTES: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

Autores: Maini Ilha Cavalheiro, Gabriel Melo Pivatto, José Marcos Presa

INTRODUÇÃO

O refluxo gastroesofágico (RGE) é o retorno involuntário do conteúdo gástrico ao esôfago e oronasofaringe, podendo ser diferenciado em fisiológico e patológico. Na população lactente, o refluxo é causado, principalmente, pela má posição do bebê durante a amamentação; entretanto, pode haver causa patológica.

METODOLOGIA

Revisão bibliográfica a partir de artigos no banco de dados Scielo. Foram selecionados quatro estudos de maior relevância.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

No refluxo fisiológico, o bebê apresenta regurgitações e/ou vômitos, sem outros sintomas e bom ganho ponderal. Já o oposto, o bebê com refluxo patológico, causado por alterações estruturais do trato gastrointestinal que possibilitam o alimento retornar ao esôfago, geralmente, apresenta regurgitações e/ou vômitos associado a sintomas como irritabilidade, recusa alimentar e/ou choro constante por dor esofágica (esofagite de refluxo), baixo ganho ponderal e infecções de repetição, como pneumonias aspiravas, caracterizam DRGE. Assim, por ter sintomatologia característica, nem sempre exames são necessários.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É de fundamental importância a diferenciação da DRGE, pois o tratamento depende da idade e da sintomatologia do bebê. Desta forma, é imprescindível a orientação aos pais quanto a correta posição de amamentação e a cautela nos indicativos de alterações comportamentais, visando prevenir a evolução da doença.

Palavras-chaves: refluxo gastroesofágico, lactentes e amamentação.

Contato: Maini Ilha Cavalheiro

cavilha@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

USO DE SMARTPHONE PARA MONITORIZAÇÃO DOS SINAIS VITAIS DO BEBÊ DIMINUI O RISCO DE SÍNDROME DA MORTE SÚBITA INFANTIL?

 

Autores: Alice Guarda Sperotto, Alexandre Ricardo Farret Junior, Alice da Costa Saalfeld, Ane Caroline Araújo Barreto, Júlia Tonietto Porto, Bruna Telles, Emilie Bierhals, Gabrielle Foppa Rabaioli e Rejane Fialho Mathias.

 

INTRODUÇÃO

 

A síndrome da morte súbita infantil (SMSI) é caracterizada pela morte inexplicada, mesmo após autópsia, de uma criança menor de 1 ano. Há dois anos vem emergindo o consumo de aparelhos que monitoram os sinais fisiológicos dos bebês e os enviam diretamente para o smartphone dos pais. O objetivo desta revisão é avaliar se essas novas tecnologias têm algum benefício real para a saúde do bebê.

 

MÉTODOS

 

Revisão de literatura com 4 artigos encontrados nas plataformas PUBMED e MEDLINE.

 

DESENVOLVIMENTO

 

Os monitores de sinais fisiológicos do bebê são sensores inseridos em meias que avaliam a saturação de O2, frequência cardíaca e respiratória – alertando os pais em caso de apneia. Contudo, há uma contraindicação médica, lançada pela American Academy of Pediatrics, para monitorização de crianças saudáveis em casa com objetivo de reduzir a SMSI.  Tal contraindicação se deve a uma incerteza acerca de como avaliar a parada na respiração do bebê (registrada através do som) e ao fato de causar insegurança nos pais.

 

CONCLUSÃO

 

Nenhum estudo comprovou redução efetiva na incidência de SMSI pelo uso desses aparelhos. Sendo assim, não há indicação para monitorar sinais vitais de bebês saudáveis em casa.

 

Palavras-chave: bebê; smartphone; monitores; síndrome; morte súbita.

 

Contato: Alice Guarda Sperotto

alicesperotto@gmail.com

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AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE FETAL NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE CANOAS

 

Autores: Tassia Dalmolin Ribeiro, Giovana Schneiders, José Luis Da Rolt, Stephanie Ann Addison, Adriane Boff Santos, Marcelo Marsillac Matias.

 

INTRODUÇÃO

 

A mortalidade fetal, apesar de elevada no Brasil, é pouco estudada quanto a sua determinação. Precisamos estabelecer as causas para posteriormente planejar estratégias para solucionarmos esse problema de saúde pública.

 

OBJETIVO

 

Estabelecer causas de mortalidade fetal intrauterina observadas no Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Canoas.

 

METODOLOGIA

 

Estudou-se retrospectivamente os prontuários de casos de natimortos ocorridos nos anos de 2013 a 2015. Realizou-se revisão sistemática de literatura do Pubmed.

 

RESULTADOS

 

Tratam-se de 55 pacientes, com idade média de 25,67 anos. Destas, 44 realizaram pelo menos duas consultas de pré-natal, 10 não o fizeram, 1 caso não foi possível avaliar. A paridade média foi de 2,55 gestações, com 1,02 partos normais e 1,39 cesarianas prévias. Observou-se que havia 2,33 abortamentos prévios em média (0-12). A idade gestacional média do diagnóstico de morte fetal foi de 32 semanas e um dia. O peso fetal médio foi de 1804,35g, sendo a maioria por via vaginal (45).

 

CONCLUSÃO

 

As principais causas de morte foram os distúrbios hipertensivos da gestação, seguido de diabetes mellitus gestacional (DMG) e sífilis, corioamnionite e oligohidrâmnio. Em menor frequência, houve ainda: RUPREME, DPP e malformações fetais.

 

Palavras-chave: Fetal Death; Perinatal Death; Pregnancy Outcomes

 

Contato: Tassia Dalmolin Riberiro

tassia_dalmolin@hotmail.com

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H1N1 EM PACIENTE PEDIÁTRICA NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE CANOAS

 

Autores: Giovana Schneiders, Tassia Dalmolin Ribeiro, Cristiano do Amaral de Leon

 

INTRODUÇÃO

 

O novo vírus Influenza A surgiu no México em 2009 e espalhou-se rapidamente pelo mundo, dando origem a uma pandemia em fase. O grupo de indivíduos de maior risco para complicações por infecção pelo vírus H1N1 é semelhante ao já conhecido para o Influenza sazonal e inclui: crianças < 5 anos, gestantes, idosos com mais de 65 anos, imunossuprimidos e doentes crônicos (doenças pulmonares, cardiovasculares, neurológicas, metabólicas, hepáticas, hematológicas e renais). Segundo o CDC, toda população mundial a partir de seis meses de idade deve ser vacinada assim que a vacina estiver disponível em seu país.

 

RELATO DE CASO

 

Paciente feminina, 5 anos, foi referenciada ao Hospital Universitário da Ulbra pela Unidade de Pronto Atendimento em Canoas. Ingressou no serviço de Pronto Atendimento com aparente crise de asma severa. Optou-se por realizar intubação endotraqueal e administrou-se sedação com Fentanil e Midazolam. Recebeu dose de Ceftriaxona e as hipóteses diagnósticas foram estabelecidas como asma ou broncopneumonite. Foi encaminhada ao Hospital para internação, onde confirmou-se diagnóstico de H1N1.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Estratégias que fortaleçam a capacidade de atenção primária e que enfatizam a promoção da saúde – como a vacinação – tendem a melhorar o status de saúde, diminuir morbimortalidade e diminuir custos.

 

Palavras-chave: Influenza, Virus, Pediatrics.

 

Contato: Giovana Schneiders

giovanas97@hotmail.com

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OBESIDADE MATERNA COMO FATOR DE RISCO INDEPENDENTE PARA PARALISIA CEREBRAL

Autores: Alexandre Ricardo Farret Junior, Mariana Menegon de Souza, Cristian Weber, Juliane Borchart, Andreia Carla de Farias, Katia Pires.

INTRODUÇÃO

A paralisia cerebral (PC) é uma encefalopatia crônica de caráter essencialmente motor e traz grande repercussão na qualidade de vida da criança afetada. Há muitos anos,  investigam-se causas possivelmente associadas a essa comorbidade. O objetivo deste estudo é realizar uma  revisão de literatura sobre a importância da obesidade materna como fator de risco para PC.

MÉTODOS

Revisão de literatura com 04 artigos encontrados nas plataformas PUBMED e MEDLINE através das palavras chave “cerebral palsy” “maternal obesity” e seus MESH terms.

DESENVOLVIMENTO

A obesidade é um fator de risco independente para complicações obstétricas. A PC está sabidamente associada com asfixia  pré e perinatal em recém-nascidos (RN)  prematuros, contudo, um grande número de casos acontece em partos a termo. Em 2013, um estudo feito com 67200 mães com IMC > 35 constatou que a obesidade era um fator de risco independente para PC (OR 1.27, 95% CI 1.06-1.52). Em 2014, um estudo de coorte com 83.901 mães identificou também um risco relativo aumentado para PC entre obesas (OR 1.04, 95% CI 1.01, 1.07). Em 2017, um estudo publicado pelo JAMA de 3029 crianças com PC demonstrou uma associação do risco relativo diretamente proporcional ao IMC – obesidade grau 1 com 1.28, grau dois com 1.54 e mórbida 2.02.

CONCLUSÃO

A obesidade é um fator de risco independente e modificável para paralisia cerebral, devendo ser prevenida durante a gestação.

Palavras-chave: paralisia cerebral, obesidade materna, complicações obstétricas

Contato: Andreia Carla de Farias

andreia.i862@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DEPRESSÃO PÓS-PARTO E AGRESSÃO PSICOLÓGICA COMO FATORES DE RISCO: REVISÃO DA LITERATURA

Autores: Letícia Emília Bergamaschi, Tuany Di Domenico, Natalye Ulguim, Fernanda Guerra, Aline Groff Vivian

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento humano envolve tanto aspectos biopsicosociais e expor crianças a fatores de risco no inicio da vida pode interferir na formação de um apego seguro com seus cuidadores.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Fatores de risco são situações capazes de comprometer o desenvolvimento infantil, exacerbando a condição de vulnerabilidade e dificultando a resposta satisfatória ao estresse. A depressão pós-parto é considerada um problema de saúde pública pois pode afetar seriamente o desenvolvimento sócio-emocional e cognitivo da criança, devido à indisponibilidade afetiva. A violência psicológica, apesar de frequente, nem sempre é perceptível e gera um sentimento de desvalia, dificultando a interação social durante o crescimento. Cuidadores hostis, assustadores ou confusos, comprometem uma relação com base segura e podem prejudicar o desenvolvimento do sistema de stress-coping infantil. Relações de apoio com outros familiares são fundamentais para que estes atuem como protetores da criança diante uma depressão materna, ou favorecendo a criação de um ambiente seguro para prevenir distúrbios do desenvolvimento infantil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Relações negligentes ou abusivas podem ocorrer em práticas educativas ou intencionais. Assim, profissionais que atuam junto à infância devem conhecer o dano da exposição a fatores de risco, promovendo o vínculo desde o nascimento, bem como oferecendo fatores de proteção.

Palavras-chave: exposição infantil, apego, depressão, agressão psicológica.

Contato: Letícia Emília Bergamaschi

letibergamaschi@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXPERIÊNCIA ACADÊMICA NO ACOMPANHAMENTO DE CRIANÇAS E SUAS RELAÇÕES COM A MÃE NA PERIFERIA DE CANOAS

Autores: Tuany Di Domenico, Natalye Ulguim, Fernanda Guerra, Letícia Emília Bergamaschi, Aline Groff Vivian

INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta a visita domiciliar a uma família realizada por acadêmicas de medicina.

RELATO DE CASO

O casal tinha seis filhos, sendo A.C.S.S menina, três anos e G.S.S. menino, três meses, os pacientes. A queixa principal da mãe era a agressividade da menina com o irmão mais novo e as suas solicitações de atenção. Ela foi desmamada abruptamente, devido à gestação não programada do menino, sendo alimentada com leite materno até os três anos. A filha solicitava mamadeira sempre que via o irmão mamando, inclusive durante a madrugada, e era atendida pela mãe. A família compartilhava o leito com as crianças pequenas. O filho era alimentado com leite materno e apresentava indícios de um apego ambivalente, dormindo apenas sobre o peito da mãe, que tinha indícios de depressão pós-parto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A tentativa de formação de vínculo entre a mãe e o bebê pareceu dificultada pela frequente irritação com os outros filhos, essa instabilidade somada às agressões da irmã, colaboraram para a formação de um apego ambivalente. As alunas enfrentaram frustração diante da prática, mas colaboraram orientando a família quanto à alimentação infantil, uso de medicamentos e co-leito, tornando a visita domiciliar positiva para ambas.

Palavras chave: depressão pós-parto, apego, visita domiciliar, alimentação infantil.

Contato: Tuany Di Domenico

tuanyd@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL COM O ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO

Autores: Joelza Mesquita Andrade Pires, Ana Laura Gehlen Walcher, Virgínnia Tereza Zago Chies e Patrícia Logemann.

 

INTRODUÇÃO

A maioria dos estudos que avaliaram a relação entre obesidade infantil e o tipo de alimentação no início da vida mostraram que o aleitamento materno exclusivo (AME) previne tal patologia. Entretanto, isso ainda não é consenso na literatura.

 

METODOLOGIA

Revisão bibliográfica a partir de artigos publicados no banco de dados Scielo. Foram escolhidos 10 artigos, com base em relevância e ano de publicação, dando preferência aos mais recentes.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A literatura relata que crianças que receberam AME por tempo inferior aos seis meses apresentaram prevalência de sobrepeso maior (22,5%) comparativamente às em AME até essa idade (13,5%). Tendo em vista esses dados, estudos postulam que a alimentação com fórmulas artificiais pode ser hipercalórica em relação ao leite materno, principalmente pelo maior índice proteico. Ademais, pesquisas indicam que o leite de vaca altera a taxa metabólica durante o sono, podendo esse fato estar associado com a “programação metabólica” e com desenvolvimento de obesidade.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que o aleitamento materno exclusivo previne obesidade infantil, porém, há divergências sobre se é ele que protege ou se as fórmulas lácteas que são hipercalóricas. Todavia, o AME deve ser incentivado, pois pode precaver obesidade, auxiliar no desenvolvimento e melhorar a interação mãe-bebê.

Palavras-chave: desenvolvimento infantil, aleitamento materno exclusivo e obesidade infantil.

Contato: Patrícia Logemann

patricia.logemann@hotmail.com

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ALEITAMENTO MATERNO NA PREMATURIDADE

 

Autores: Alexandre Ricardo Farret Junior¹, Alice Guarda Sperotto¹, Fernanda Machado Guerra¹, Isadora Vargas Ferreira¹, Paulo de Jesus Hartmann Nader², Tauãna da Rosa Machado Otarãn¹

 

¹Acadêmicos de Medicina da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA

²Professor Adjunto de Pediatria da ULBRA

INTRODUÇÃO

 

Em decorrência dos benefícios aos bebês e às mães, o aleitamento materno é recomendado para prematuros. Esse trabalho tem o propósito de revisar aspectos da amamentação no contexto da prematuridade.

 

METODOLOGIA

 

Foram consultados artigos pertinentes ao assunto das bases de dados PubMed e MEDLINE.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

Como muitos prematuros não têm coordenação adequada entre deglutição e respiração, não podendo ser alimentados pelo seio, o leite da mãe necessita ser administrado ao neonato por gavagem. O aleitamento materno depende de habilidades bucais do bebê para que o leite consiga ser transferido, sendo iniciado quando houver capacidade pela criança de localizar e agarrar o seio. Durante a hospitalização, a ingestão de leite pode ser monitorada através da medida da variação do peso do bebê antes e depois de mamar. Duas importantes causas de ingestão insuficiente são a produção inadequada e a falha na transferência de leite. Quando o bebê conseguir se alimentar por via oral, pode ser prescrita uma alimentação sob livre demanda.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O aleitamento materno deve ser estimulado precocemente nas unidades neonatais. Após a alta, o crescimento do bebê necessita ser acompanhado e as estratégias de amamentação devem ser continuadas para garantir um ganho de peso adequado.

 

Palavras-chave: aleitamento materno, prematuridade, ingestão, leite, hospitalização.

 

Contato: Tauãna da Rosa Machado Otarãn

tauanamachado.otaran@gmail.com

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ANESTESIA EM NEONATOS E LACTENTES: REVISÃO DA LITERATURA

Autores: Alice Guarda Sperotto¹, Fabiana Bianchi¹, Fernanda Machado Guerra¹, Paulo de Jesus Hartmann Nader², Tuany Di Domenico¹

¹Acadêmicos de Medicina da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA

²Professor Adjunto de Pediatria da ULBRA

INTRODUÇÃO

Visto que recém-nascidos e lactentes possuem diferenças fisiológicas consideráveis em relação a crianças maiores, visamos à discussão de aspectos importantes da anestesia nessa faixa etária.

Metodologia: Coletaram-se informações pertinentes acerca do assunto em artigos da base de dados PubMed.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

A indução anestésica inalatória com o uso de máscara facial é a técnica mais utilizada. Comumente é usado sevoflurano, com ou sem óxido nitroso, tendo rápido início de ação e causando menos irritação na via aérea que outros gases. A inalação ocorre rapidamente em neonatos e lactentes devido a sua fisiologia cardiopulmonar. Prefere-se a indução intravenosa quando existe alto risco de aspiração, utilizando-se propofol.  Em geral, tubo endotraqueal é uma via aérea mais segura em lactentes menores de um ano. O tubo deve ser removido, preferencialmente, com a criança acordada, prevenindo a ocorrência laringoespasmo ao evitar a manipulação da via aérea durante a anestesia. A prematuridade pode estar associada a comorbidades que afetam o manejo anestésico, visto que bebês nascidos prematuros têm maior risco de apneia pós-operatória.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando as particularidades e as possíveis complicações da anestesia pediátrica, torna-se essencial a revisão da história clínica e do exame físico do bebê que será submetido a um procedimento.

Palavras-chave: anestesia; neonatos; lactentes; indução; via aérea.

Contato: Alice Guarda Sperotto

alicesperotto@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ASSOCIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO COM A OCORRÊNCIA DE DOENÇAS ALÉRGICAS EM LACTENTES

 

Autores: Alexandre Ricardo Farret Junior¹, Alice Guarda Sperotto¹, Fernanda Machado Guerra¹, Isadora Vargas Ferreira¹, Paulo de Jesus Hartmann Nader², Tauãna da Rosa Machado Otarãn¹

 

¹Acadêmicos de Medicina da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA

²Professor Adjunto de Pediatria da ULBRA

INTRODUÇÃO

 

Sabe-se que o leite materno possui diversas propriedades imunológicas que se refletem em benefícios para os bebês. O objetivo dessa revisão foi relacionar efeitos da amamentação com a ocorrência de doenças alérgicas nos lactentes.

 

METODOLOGIA

 

Foram consultados artigos acerca do assunto da base de dados PubMed.

Revisão: A literatura sugere que o aleitamento materno exclusivo por pelo menos três meses não possui forte associação com um menor desenvolvimento de eczema nos lactentes. A amamentação provavelmente está relacionada com uma menor ocorrência de sibilância durante os dois primeiros anos de vida, o que é evidenciado pela redução do número de infecções de vias aéreas superiores. A aleitamento exclusivo nos primeiros quatro meses pode diminuir o risco de alergia ao leite de vaca na primeira infância. O surgimento de rinite alérgica, contudo, não é indubitavelmente prevenido pela amamentação, segundo as informações coletadas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Os benefícios do aleitamento materno sobre a saúde geral do bebê são incontestáveis. No entanto, a relação da amamentação com o desenvolvimento de várias doenças alérgicas em lactentes necessita de evidências científicas mais consistentes.

 

Palavras-chave: aleitamento materno; bebê; lactente; doença alérgica.

Contato: Alice Guarda Sperotto

alicesperotto@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AMBIGUIDADE GENITAL EM INDIVÍDUO 46 XY E RESTRIÇÃO DE CRESCIMENTO INTRAUTERINO

 

Autores: Jadi Colaço¹, Amanda Milman Magdaleno¹, Carolina Perez Moreira¹, Andressa Peche Tochetto¹, Paulo de Jesus Hartmann Nader 1,2, Tadiela Lodéa Rodrigues², Lionel Leitzke², Guilherme Guaragna Filho1,2

 

1 Faculdade de Medicina, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

2 Hospital Universitário de Canoas, Grupo de Apoio a Medicina Preventiva (GAMP)

 

INTRODUÇÃO

 

Ambiguidade genital é classificada como uma emergência médica, principalmente, devido suas repercussões psicossociais para toda a vida. O seu pronto reconhecimento assim como sua investigação etiológica adequada são fundamentais para seu manejo.

 

RELATO DE CASO:

 

Paciente, idade gestacional de 34 semanas e 2 dias, nasceu de parto cesariano devido à pré-eclâmpsia grave, pesando 1505g, considerado como Pequeno para Idade Gestacional (PIG). No exame inicial foi identificado ambiguidade genital, com falus de 1.9 cm, uretra penoescrotal, fusão completa das saliências labioescrotais e gônadas palpáveis bilateralmente. Na investigação apresentou Gonadotrofinas, Testosterona e Androstenediona normais; Dihidrotesdedinona (DHT) de 82 pg/mL (250 – 800); relação T/DHT de 21.83 (<30) e cariótipo 46,XY. Após avaliação, decidido pelo registro no sexo masculino. No acompanhamento ambulatorial, foi realizado teste de estímulo com Testosterona, apresentando aumento no tamanho do pênis (agora medindo 3.6 cm), considerado uma boa resposta. No momento, aguarda correção cirúrgica da genitália.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Restrição do crescimento intrauterino por si já se mostrou como um fator de risco considerável para ambiguidade genital em indivíduos 46,XY. Esta parece ser a etiologia para este paciente, tendo em vista uma relação T/DHT menor que 30, Androstenediona e Testosterona normais assim como uma resposta normal ao estimulo com Testosterona.

 

Palavras-chave: Genitália Ambígua; Restrição Crescimento Intrauterino; 46,XY

Contato: Jadi Colaço

jadi.ulbra@gmail.com

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O MANEJO DA DOR NOS RECÉM-NASCIDOS

Autores: Alice Guarda Sperotto¹, Fabiana Bianchi¹, Fernanda Machado Guerra¹, Paulo de Jesus Hartmann Nader², Rodrigo Lanzini Bazanella¹, Tuany Di Domenico¹

¹Acadêmicos de Medicina da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA

²Professor Adjunto de Pediatria da ULBRA

 

INTRODUÇÃO

A dor nos recém-nascidos pode ser de difícil detecção e manejo. Nesse contexto, foram revisados aspectos do manejo da dor, principalmente em hospitais. Metodologia: A literatura foi revisada por meio de artigos selecionados das bases de dados Scielo e PubMed.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A dor no recém-nascido (RN) é mais comum e intensa em neonatos que estão em unidades de terapia intensiva (UTI). A prevenção da dor nas UTIs inclui medidas comportamentais: controle da luz forte sobre o RN, diminuição do barulho, respeito aos períodos de sono, além de, sempre que possível, promover o contato do bebê com os pais. O tratamento não-farmacológico da dor contempla: solução glicosada pouco antes de procedimentos, causando liberação de opioides endógenos, e amamentação, a qual promove alívio da dor aguda. O tratamento farmacológico pode ser realizado com analgésicos não opioides, opioides e anestésicos locais. A morfina, bastante utilizada, pode causar hemorragias cerebrais em prematuros. A sedação pode ser feita com hidratado de cloral, barbitúricos, propofol e benzodiazepínicos. No entanto, tais medicamentos têm risco de potencialização da dor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A dor na neonatologia pode ser manejada com ou sem fármacos. Deve-se atentar para os possíveis danos ao organismo dos bebês causados por alguns analgésicos.

Palavras-chave: dor, manejo, recém-nascidos, neonatologia, tratamento, UTI

Contato: Fernanda Machado Guerra

feguerra18@hotmail.com

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ACOMPANHAMENTO DOMICILIAR DE UM BEBÊ POR ESTUDANTES DE MEDICINA EM CANOAS

Autores: Ana Luiza Saviolli Ribeiro¹, Larisse Cristine Manfroi¹, Nathalia Fernandez de Castro¹.

¹Acadêmicas de Medicina da Universidade Luterana do Brasil

INTRODUÇÃO

O parto é sempre importante na vida da mulher, é um momento de transição,que constuma repercutir em diferentes planos da vida.

RELATO DE CASO

Tratava-se de uma família em que os pais não planejaram a gravidez, mas que tiveram todo cuidado e carinho com a criança. São dois filhos, o filho mais velho, vítima de uma intercorrência no parto, adquiriu paralisia obstétrica braquial a qual poderia ter sido evitada com alguns cuidados prévios. A patologia em questão é uma lesão que compromete o plexo braquial durante o parto e tem por causa um evento traumático no qual o recém-nascido apresenta paralisia flácida envolvendo o membro superior de forma tipicamente unilateral, segmentar ou total.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização do trabalho, foram identificadas situações cotidianas. As visitas contribuíram para aprendizado do exercício da relação médico-paciente, para melhor compreensão sobre o desenvolvimento de um bebê.

Palavras-chave: problemas no parto; macrossomia; paralisia braquial obstétrica

Contato: Larisse Cristine Manfroi

larimanfroi@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACOMPANHAMENTO DOMICILIAR DE UM BEBÊ POR ESTUDANTES DE MEDICINA EM CANOAS

Autores: Ana Luiza Saviolli Ribeiro¹, Larisse Cristine Manfroi¹, Nathalia Fernandez de Castro¹.

¹Acadêmicas de Medicina da Universidade Luterana do Brasil

INTRODUÇÃO

Os primeiros meses de vida de um bebê são importantes para estabelecer e o vínculo entre o bebê e seu responsável para haver um apego seguro e desenvolvimento saudável. O objetivo foi observar o comportamento da mãe com seu bebê e as interações desses; também orientar sobre fatores importantes para a saúde infantil.

RELATO DE CASO

A gravidez não foi planejada; mas teve acompanhamento pré-natal com parto normal. O bebê apresentava anemia e bronquiolite, estava acima do peso, em tratamento, e, também, com distúrbio de sono. O bebê começou a rejeitar o leite materno no decorrer das visitas, tendo a alimentação suprida com fórmula desde os dois meses. Iniciou a alimentação com papinhas neste período. A relação mãe-bebê denotava troca de afeto, cuidado e demonstração de preocupação. O Pai era presente. A Mãe conta com ajuda de todos os moradores da casa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As visitas foram importantes para o melhor aprendizado do exercício da relação médico-paciente para as estudantes, a fim de melhor compreensão sobre o desenvolvimento de um bebê e seu ciclo familiar. Além da troca de experiências que foram obtidas com as visitas.

Palavras-chave: acompanhamento domiciliar, estudantes de medicina, gravidez não planejada.

Contato: Ana Luiza Savioli Ribeiro

analuizasaviolir@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ARTOGRIPOSE MÚLTIPLA CONGÊNITA: RELATO DE CASO

Autores: Maura Helena Braun Dalla Zen, Nathalia Travi Canabarro, Maisa Facchi, Amanda Milman Magdaleno, Paula Suedekum Krupp, Isadora Linck da Silva Ramos, Paula Luísa Lopes Schell, Lívia Martins, Paulo de Jesus Nader.

INTRODUÇÃO

Artrogripose Múltipla é uma malformação das articulações do bebê, ocasionando limitação de movimento e menor força muscular. Qualquer situação que prejudique a movimentação intraútero por mais de três semanas pode ser a etiologia. As deformidades são evidentes ao nascimento e não é progressiva. O diagnóstico só é confirmado no nascimento, pela observação clínica do bebê. O tratamento adequado é feito com avaliação ortopédica precoce e fisioterapia.

 

RELATO DE CASO

 

Descrevemos o caso do RN de TRR, sexo masculino, 2.442g, comprimento prejudicado pela malformação, nascido com idade gestacional de 37+1 por Capurro, cuja mãe primigesta realizou pré-natal com oito consultas. Apresentou deformidade de membros inferiores e superiores e encontrava-se na posição característica de “Buda sentado”. Apresentou hipoglicemia e sepse neonatal. Recebeu alta em bom estado geral, mamando bem ao seio materno com fórmula complementar e orientações de seguimento fisioterápico e encaminhamento ao ambulatório de ortopedia.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A AMC é bem evidente no nascimento e ainda é possível diagnosticar no pré-natal por meio de US, no caso relatado, o exame físico e imagens radiológicas permitiram a confirmação do diagnóstico. O tratamento da artrogripose deve ser multidisciplinar.

 

Palavras-chave: Artrogripose Múltipla. Malformação.

 

Contato: Maura Helena Braun Dalla Zen

mauradalazen@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FALTA DE ADESÃO AO PRÉ-NATAL DE UMA GESTANTE ADOLESCENTE

Autores: Crissiane Melo Nepomuceno; Júlia Vianna Tozzi; Kátia Gisele Bonfadini Pires.

INTRODUÇÃO

Gestantes adolescentes frequentemente têm uma gravidez sem preparo físico e psicológico. Logo, o pré-natal auxilia na prevenção da mortalidade materna e infantil, as quais são fatores de risco em gestantes adolescentes.

RELATO DE CASO

Realizaram-se visitas domiciliares em Canoas à paciente P.S.G., 16 anos, grávida de cinco meses. O pai da criança, G.A.S., 17 anos, e a mãe estão em um relacionamento há cinco meses, a mesma idade do bebê, fruto de uma gravidez não planejada. Desde que a adolescente descobriu estar grávida, realizou uma consulta com médico, o qual constatou a gravidez, e uma consulta com uma enfermeira (sua única consulta do pré-natal). Entretanto, o recomendado seriam cinco consultas médicas até então. Ademais, a adolescente não apresentava interesse em dar continuidade ao pré-natal nem consciência da sua importância.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As visitas domiciliares realizadas pelas acadêmicas de medicina foram imprescindíveis na tentativa de sensibilizar a paciente a aderir ao pré-natal e a seguir as recomendações dos profissionais da saúde, podendo-se evitar e tratar comorbidades gestacionais.

Palavras-chave: gravidez; adolescência; pré-natal.

Contato: Crissiane Melo Nepomuceno

crismelonepo@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACOMPANHAMENTO DE UMA GESTANTE E SUA FAMÍLIA POR UM ESTUDANTE DE MEDICINA DA ULBRA EM VISITA DOMICILIAR

Autores: Leonardo Paludo, Carmen Nudelmann, Kéthlin Cristina Bedin Benvegnú e Sabrina Fátima Krindges.

INTRODUÇÃO

Estudos abordam os benefícios do acompanhamento e auxilio das dúvidas de gestantes de risco. A escuta atenta poderia deixá-las mais seguras emocionalmente, controlando a ansiedade no período gestacional e parto. O objetivo das visitas domiciliares foi observar uma gestante com gravidez de risco e, também buscar soluções as suas dúvidas.

RELATO DE CASO

F.T.R.S., 39 anos, sétima gestação, fruto de relação com o segundo marido.  Gravidez planejada, queria um filho com o atual marido.  Moram em casa própria, com seus 4 filhos mais novos e o marido, mantendo um vínculo sadio com o parceiro e com seus filhos. A gestação, pela idade, é de risco. Iniciou o pré-natal e relata não ter medo do parto, nem do puerpério, pois teve uma boa experiência nas gestações anteriores. A gestante teve algumas dúvidas, buscando-se solucioná-las.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As visitas domiciliares oportunizaram observar na prática o ciclo da vida humana, seguindo uma perspectiva psicodinâmica, na qual cada indivíduo possui sua rede de relacionamentos e complexidades e cabe, a cada profissional da saúde, buscar desmembrá-la a fim de que se possa ajudar a amenizar os medos que circundam não somente a gestação, mas todas as fases do desenvolvimento humano.

Palavras-chave: estudantes de Medicina, visita domiciliar, gravidez de risco

Contato: Leonardo Paludo

leonardopaludo01@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXTROFIA VESICAL E PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS DE REPARAÇÃO

Juliana de Oliveira Figueiró¹, Ane Caroline de Araújo Barreto¹, Alice da Costa Saalfeld¹, Gabriel Melo Pivatto¹, Joana Vicenza Ceratti Scalco¹, e Rafael Deyl².

¹Acadêmicos do curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

²Médico Cirurgião Pediátrico do Hospital Santo Antônio, Santa Casa de Misericórdia

INTRODUÇÃO

A extrofia vesical (EV) é uma anomalia congênita recorrente de falha da fusão dos tecidos da linha média da pelve e caracteriza-se por má formação da região inferior da parede abdominal envolvendo o trato genitourinário e o sistema musculoesquelético. A uretra se abre na porção dorsal do pênis causando epispádia, displasia dos músculos do assoalho pélvico, pênis curto ou clitóris bifurcado.

RELATO DE CASO

T.M.A, um ano e 11 meses, masculino, cesárea, com 3905g. APGAR 6-7. No parto, notou-se má formação do aparelho urinário constatando  extrofia de bexiga. Após 48 horas de vida, foi realizada cirurgia para a aproximação da sínfise púbica e fechamento da bexiga. Mais dois procedimentos foram necessários para a reconstrução e fechamento do canal uretral. O paciente apresentou infecções de repetição do trato urinário, sendo necessária a realização da técnica de Mitrofanoff para ampliação da bexiga, reconfigurando a região da válvula vesical e impedindo o refluxo vesicouretral.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A EV é uma má formação não restrita apenas à bexiga, mas ao restante do trato urinário. O diagnóstico antenatal vislumbra a anomalia complexa do aparelho genitourinário, permitindo o desenvolvimento de explanações concisas e claras aos pais, envolvendo a futura qualidade de vida do neonato.

Palavras-chave: Extrovia vertical, procedimentos cirúrgicos, reparação

Contato: Juliana de Oliveira Figueiró

jujufigueiro@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ICTIOSE ARLEQUIM

 

Autores: Maria Teresa V. Sanseverino, Camila P. Fialho, Fernanda G. dos Santos, Gabriel B. Marques, Lígia M. R. Azevedo, Luísa L. Sfair, Luísa S. Barbosa, Maria Luiza dos Santos, Martina Wagner, Scarlet L. Orihuela

 

INTRODUÇÃO

 

A ictiose arlerquim é um distúrbio de queratinização da pele congênito, raro, autossômico recessivo. O fenótipo inclui ectrópio, eclábio, hipoplasia de osso nasal e pavilhões auriculares, contraturas nos dedos e ausência de cabelos e unhas. O diagnóstico pode ser suspeitado no pré-natal. O prognóstico é reservado, sendo infecções e desequilíbrio hidroeletrolítico as principais causas de óbito, normalmente no período neonatal.

 

RELATO DE CASO

 

RN feminina, Apgar 8/9, 2030g, nascida de cesariana com 33 semanas.  Pele recoberta por placas córneas com áreas de fissuras expondo o subcutâneo. Dedos curtos e em flexão, ectrópio, eclábio, achatamento das orelhas e nariz hipoplásico. Recebeu medidas de conforto em UTI Neonatal, evoluindo para óbito com 3 dias de vida.

A mãe teve diagnóstico de diabete gestacional. É o primeiro filho do casal; a mãe possui 2 filhos hígidos de outro relacionamento. Casal não-consanguíneo, sem relato de ictiose na familia. Apresentou ecografia obstétrica com 31 semanas sugerindo IA.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A IA é uma doença rara, grave, com prognóstico reservado mesmo com suporte em UTI. Devido a raridade desta patologia, o relato dos casos diagnosticados contribui para o maior conhecimento desta patologia.

 

Palavras-chave: ictiose arlequim; distúrbio de queratinização; malformação

 

Contato: Camila Fialho

camilapfialho@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INSTRUÇÃO DE HÁBITOS BUCAIS SAUDÁVEIS FEITO POR ESTUDANTES DO CURSO DE MEDICINA DURANTE VISITAS DOMICILIARES

 

Autores: Luisa Maurique, Gabrielle Tozzetto, Marissa Kanitz, Francisco Wilker Mustafa Gomes Muniz, Kátia Pires.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Hábitos adequados de higiene, incluindo a bucal, devem ser objetivos de todos os profissionais de saúde, pois diversos estudos têm relacionado problemas de saúde sistêmico com pobre higiene oral. Esse estudo objetiva reportar um relato de caso de instrução de higiene bucal para infantes de uma família em vulnerabilidade social.

 

RELATO DE CASO

Acadêmicas de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra – Canoas) acompanharam uma família constituída por nove pessoas, dentre elas um bebê (2 anos) e uma criança (5). Observou-se ausência de alguns dentes nos adultos dessa família, além do alto consumo de doces após as refeições. Assim, realizou-se, durante três visitas domiciliares, orientações de higiene oral com um macromodelo odontológico exclusivamente para o bebê e a criança. Essa orientação foi composta de demonstrações do correto uso da escova de dentes, da frequência de escovação e as consequências, para a saúde bucal e sistêmica, da não realização dessas práticas. Constatou-se a reprodução dessas práticas imediatamente após a primeira instrução.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O acompanhamento foi importante para orientar os infantis da necessidade de uma alimentação mais equilibrada e boas rotinas de higiene bucal. Adicionalmente, foi enaltecido a importância de uma visão global da saúde de um indivíduo.

 

Palavras chave: estudantes de medicina, visita domiciliar, higiene bucal

 

Contato: Luísa Maurique

luisamaurique@gmail.com

Ulbra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IDENTIFICANDO FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO EM VISITA DOMICILIAR

Autores: Sabrina Fátima Krindges, Carmen Nudelmann, Kéthlin Cristina Bedin Benvegnú e Leonardo Paludo.

INTRODUÇÃO

As visitas domiciliares, que tomam parte da prática da disciplina do Ciclo da Vida I, da Medicina ULBRA, constituem um instrumento de atenção às famílias, possibilitando a prevenção e promoção da saúde. O objetivo deste relato é mostrar a importância da identificação dos fatores de risco e de proteção na família visitada, realizar orientações que pudessem auxiliar na higiene e no desenvolvimento global da criança

RELATO DE CASO

F.X., 1 ano e 4 meses, reside com a mãe, irmãos e avós maternos. Os pais são divorciados, com relato de violência doméstica. Gestação não planejada, parto cesáreo, ambos sem intercorrências. Observou-se que F.X. é uma criança agitada, ativa e carinhosa. A mãe relata que, desde os 11 meses, o bebê é acometido por desmaios, descritos por ela como pequenas convulsões, em média 2 vezes na semana, retomando logo a consciência. A mãe aguarda atendimento médico. A família não possui bons hábitos de higiene, causando verminoses no bebê, chegando a colocá-los pela boca e nariz.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bebê apresenta um desenvolvimento adequado para sua faixa etária.  As visitas foram importantes, quanto à identificação do fator de risco higiene precária, onde foi possível realizar um trabalho de orientação junto a família.

Palavras-chave: estudante, medicina, visita domiciliar, desenvolvimento infantil.

Contato: Sabrina Fátima Krindges

sabrinakrindges@yahoo.com.br

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MENINGOMIELOCELE: DO DIAGNÓSTICO AO TRATAMENTO INTRAÚTERO

Autores: Kéthlin Cristina Bedin Benvegnú¹, Anne Vitória Rosso¹, Maria Eduarda Lemes Da Silva¹, Sabrina Fátima Krindges¹, Leonardo Paludo¹ e Nicholas Dewes Specht².

¹Acadêmicas de medicina do 4° semestre da ULBRA;

²Médico; Residente de Ginecologia e Obstetrícia da ULBRA;

INTRODUÇÃO

A meningomielocele (MMC) é um defeito no fechamento do tubo neural que acarreta inúmeras comorbidades nos acometidos. Apesar de passível de prevenção, ainda atinge muitos fetos e pode ser diagnosticada e resolvida ainda intraútero.

METODOLOGIA

Realizou-se uma revisão da literatura pré-existente no banco de dados da Scielo.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A MMC atinge uma parcela considerável da população, mesmo tendo métodos de reposição de ácido fólico anterior á gestação ou até a sétima semana após a concepção que possam preveni-la na maioria dos casos. Pelo fato de poder ser diagnosticada ainda intraútero, através de exames como ecografia, a ciência vem lapidando técnicas para que essa correção ocorra o mais breve possível, evitando as doenças subsequentes a essa mal formação. A técnica mais atual para correção da MMC é a cirurgia intraútero, a qual conta com um estudo randomizado-MOMS- que confirma sua efetividade e sua melhora nos desenvolvimentos motores pós-nascimento e a diminuição da necessidade de correção de hidrocefalia por válvula ventrículo-peritoneal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A malformação do tubo neural-MMC-, apesar de ainda acomoter muitas pessoas, é suscetível de prevenção de grande efetividade. Ademais, seu diagnóstico intraútero possibilita a sua correção ainda na vida fetal, melhorando seu prognóstico adulto.

Palavras-chave: meningomielocele, prevenção, diagnóstico, tratamento, intraútero.

 

Contato: Kéthlin Cristina Bedin Benvegnú

kethlin_cristina@hotmail.com

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ACOMPANHAMENTO DOMICILIAR DE UM BEBÊ POR ESTUDANTES DE MEDICINA EM CANOAS

Autores: Ana Luiza Saviolli Ribeiro, Larisse Cristine Manfroi e Nathalia Fernandez de Castro

INTRODUÇÃO

Os primeiros meses de vida de um bebê são importantes para se estabelecer e fortalecer o vínculo entre o bebê e seu responsável para que este tenha um apego seguro e desenvolvimento saudável. O objetivo das visitas foi observar o comportamento da mãe com seu bebê e, sucessivamente, as interações da dupla, assim como orientar sobre fatores importantes para a saúde do bebê.

RELATO DE CASO

A família é constituída pela mãe e pai do bebê, com 19 e 30 anos, respectivamente; pelo bebê, 4 meses; um irmão, 2 anos; um tio, 14 anos; e avó, 52 anos. A gravidez não foi planejada, nem a primeira nem a última; ambas tiveram acompanhamento pré-natal com parto normal. Bebê apresentava anemia e bronquiolite, estava acima do peso, em tratamento, e, também, com distúrbio de sono. O bebê começou a rejeitar o leite materno no decorrer das visitas, tendo a alimentação suprida com fórmula desde os dois meses, e iniciou a alimentação com papinhas neste período. Não há fumantes na casa. A relação mãe-bebê denotava troca de afeto, cuidado e demonstração de preocupação. O Pai era bastante presente. A Mãe conta com ajuda de todos os moradores da casa para cuidar do bebê.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As visitas foram importantes para o melhor aprendizado do exercício da relação médico-paciente para as estudantes, a fim de melhor compreensão sobre o desenvolvimento de um bebê e seu ciclo familiar. Além da troca de experiências que foram obtidas com as visitas.

Palavras-chave: acompanhamento domiciliar, estudantes de medicina, gravidez não planejada.

Contato: Ana Luiza Saviolli Ribeiro

analuizasaviolir@gmail.com

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A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESTIMULAÇÃO PRECOCE DO PREMATURO COM PARALISIA CEREBRAL

Autores: Joelza Mesquita Andrade Pires, Ana Laura Gehlen Walcher, Franciele da Silva Conter, Leonardo Paludo e Sabrina Fátima Krindges.

INTRODUÇÃO

A estimulação precoce é fundamental para o prematuro, permitindo-o experenciar o desenvolvimento infantil típico. A estimulação deve ser executada não só pela equipe multidisciplinar, mas também pela família, por esta estimular constantemente na própria residência, onde a criança passa a maioria do tempo.

RELATO DE CASO

M.P nasceu na 27º semana de gestação, pesando 755g. Passou, quando internada, por PCR, sepse, AVC hemorrágico e outras complicações. Teve alta aos 89 dias diagnosticada com Paralisia Cerebral de grau 3. Evoluiu com hemiparesia direita e aos 15 meses recebeu diagnóstico de deficiência motora grave, iniciando tratamento em centro de estimulação precoce com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicóloga, fonoaudióloga e neurologista. Os pais sempre estiveram confiantes na recuperação da filha. Incluíam M.P. em todas as atividades de estimulação que lhes eram propostas – em particular o Método Bobath -, eram presentes nas sessões, além de praticarem os exercícios em domicílio. Para a equipe que acompanha M.P., a presença ativa dos pais foi fundamental para que hoje M.P tenha o caso de paralisia cerebral mais leve que já viram.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estímulo familiar é fundamental no aprimoramento da motricidade, pois impacta na melhora da autoestima, independência, confiança e motivação para evoluir com o tratamento.

Palavras-chave: prematuridade; família; estimulação precoce.

Contato: Ana Laura Gehlen Walcher

analaurawalcher@hotmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: UM RELATO SOBRE TRAUMATISMO CRANIANO ABUSIVO

 

Autores: Weber J.U., Ramos I.L.S., Martins L., Fruet M.F., Naspolini M.M., Borges M.P., Canabarro N.T, Krupp P.S., Schell P., Wallau V.F., Zanrosso L.Z.

 

INTRODUÇÃO

 

Nos Estados Unidos são reportados aproximadamente 700.000 casos de abuso infantil e negligência por ano. O traumatismo craniano abusivo tem a maior mortalidade entre todas as formas de abuso infantil, com uma fatalidade superior à 20%.

 

RELATO DE CASO

 

T.V.O.S, 1a4m, trazido pelo SAMU após queda da cama e contusão em região frontal esquerda, glasglow 3. Padrasto refere que mãe está no juizado por problemas na guarda da criança, por maus tratos do pai. Paciente comatoso, pouco responsivo. Realizada intubação orotraqueal, push de SF e TC, que apresentou desvio de linha média por hematoma subdural. Transferido ao hospital de emergência. PA 160 mmHg e FC 169 bpm, hemiplégico à esquerda. Realizado craniotomia descompressiva, com perda de 400ml de sangue, choque severo e bradicardia. Necessitou CHAD. Transferido à UTI pediátrica, onde foi à óbito.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O relato de uma queda de pequena altura (menos de 1,5 metros) que leva ao óbito por severo trauma intracranial é extremamente raro.  A probabilidade de morte por uma queda assim é de 0,48 casos por 1 milhão de crianças menores de 5 anos. O reconhecimento precoce de maus-tratos infantis permite intervenções que podem suavizar os efeitos emocionais e de desenvolvimento do abusado.

 

Palavras-chave: abuso, infantil, trauma, craniano

 

Contato: Jessica Ulmann Weber

jessicau.weber@gmail.com

ULBRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIARREIA AGUDA E ROTAVÍRUS NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Autores: Nathalia Preissler Vaz Silveira, Ana Laura Gehlen Walcher, Gabriel Melo Pivatto e Rodrigo Mayer Lul.

 

INTRODUÇÃO

Devido à alta mortalidade, ao impacto econômico e às alterações no desenvolvimento infantil causados pelo Rotavírus, o Ministério da Saúde, além das medidas de prevenção, adotou a vacina do Rotavírus com o objetivo de diminuir desidratações e diarreias agudas.

 

METODOLOGIA

 

Revisão bibliográfica a partir de artigos publicados no banco de dados Scielo. Foram selecionados 6 estudos de maior relevância, a critério dos autores.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

O elevado potencial disseminador do Rotavírus, os potenciais urbanos de contaminação e a convivência em creche são fatores de riscos para a contaminação fecal-oral. Considerando-se a precariedade de saneamento básico e higiene nas comunidades carentes, a vacina é uma medida preventiva efetiva no Brasil para prevenir a diarreia aguda causada pelo Rotavírus. Como consequência da adoção da vacina multivalente (RV3), a eficácia da prevenção de infecção foi de 84,7% e, para hospitalização por diarreia aguda, de 85%.

 

CONCLUSÃO

 

A vacinação contra o Rotavírus se mostrou eficaz na prevenção da desidratação e nas hospitalizações por diarreia aguda na primeira infância. Assim, com a vacinação infantil em dia, diarreias agudas causadas por este vírus e a desidratação irão ser menos frequentes.

Palavras – chave: Rotavírus, diarreia aguda e crianças.

 

Contato: Nathalia Preissler Vaz Silveira

nathaliavaz@terra.com.br

ULBRA

 

 

A FUNÇÃO DA INTERCONSULTA DURANTE O PRÉ-NATAL

 

Autores: Caroline Do Val Marques¹, Ana Luiza Copatti¹, Luiz Felipe Bastos Duarte², Kauana Bico³, Scheila Ferri³

 

¹Psicóloga Residente em Saúde Comunitária

²Professor Tutor do curso de psicologia da Universidade Luterana do Brasil

³Enfermeira Residente em Saúde Comunitária

 

INTRODUÇÃO: A atenção básica vem modificando a maneira de se ver o paciente, tornando o atendimento mais humanizado, através das Políticas de Humanização. Essa atenção diferenciada ao paciente ocorre também na interconsulta, que se constitui numa ferramenta, utilizada na saúde pública, que põe em prática a interdisciplinaridade, configurando uma mudança do antigo padrão assistencial para um trabalho mais centrado no paciente (Carvalho e Lustosa, 2008).

 

RELATO DE CASO: A interconsulta psicológica tem como função auxiliar profissionais de outras áreas no diagnóstico e tratamento de pacientes com dificuldades emocionais urgentes, seja de ordem psiquiátrica ou psicossocial (Rossi, 2008). No transcorrer das consultas de pré-natal realizadas pela enfermagem, em uma UBS do município de Canoas, as residentes da psicologia puderam acompanhar as pacientes, realizando um trabalho em conjunto de psicoeducação e alívio de possíveis sintomas que viessem afetar o equilíbrio emocional das gestantes.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim, estabeleceu-se uma parceria entre enfermagem e psicologia, na qual a troca de saberes durante as consultas, possibilitou momentos repletos de significado para todos os envolvidos no processo.

 

Palavras-chave: interconsulta,psicologia, enfermagem

 

Contato: Caroline do Val Marques

caroldovalmarques@hotmail.com

RIS/ULBRA

 

INTRODUÇÃO PRECOCE DE OVO PARA PREVENÇÃO DE ALERGIA

Autores: Ane Caroline Araujo Barreto, Alice Guarda Sperotto, Alexandre Ricardo Farret Junior, Alice da Costa Saafeld, Júlia Tonietto Porto, Bruna Telles, Emilie Von Bierhals, Gabrielle Foppa Rabaioli e Rejane Fialho Mathias.

 

INTRODUÇÃO

A idade ideal para introdução de ovos na dieta dos bebês vem sendo debatida nas últimas décadas devido ao crescimento das alergias alimentares. Estudos populacionais coletivamente sugerem que a introdução de alimentos alergênicos precocemente reduz o risco de alergias. O objetivo deste artigo é analisar o possível benefício na introdução precoce de ovo para bebês.

MÉTODOS

Revisão sistemática de 4 artigos encontrados na plataforma PUBMED e MEDLINE através da estratégia PICO: “babys” (população); egg introduction (intervenção); “early – normal” (comparação); “egg allergy” (desfecho).  Os critérios de inclusão foram a introdução entre 4 e 6 meses da idade e serem estudos randomizados.

DESENVOLVIMENTO

Em dois estudos, onde a introdução alimentar do ovo foi realizada entre 4 e 5 meses houve uma maior incidência de alergia ao ovo aos 12 meses (RR 2.2; CI 95%) em comparação com placebo. Em outro estudo com crianças entre 6-9 meses (n= xx) com eczema prévio foi encontrado uma diferença de 9% para o grupo de bebês que teve a introdução do ovo para 38% no grupo placebo (p = 0.0001). Sendo assim, evidencia-se um benefício na estratégia para crianças em grupo de risco. Contudo, em um estudo com 319 crianças randomizadas com introdução aos 4 e 5 meses, houve uma incidência de 11% com alergias no grupo controle e 20% no grupo placebo.

CONCLUSÃO

Os novos quatro estudos lançados nos últimos anos indicam um possível efeito protetor de se introduzir ovos precocemente na dieta de crianças entre 6-9 meses com fatores de risco. Contudo, continua evidente a contraindicação de utilizar estes alimentos em bebês com 4 a 5 meses.

Palavras chave: revisão sistemática, dieta, ovo

Contato: Ane Caroline Araujo Barreto

anec.barreto.302@gmail.com

ULBRA